“Há um muro de concreto entre nossos lábios. Há um muro de Berlim dentro de mim Tudo se divide, todos se separam A diferença é o que temos em comum".
Alívio imediato marca o fim de uma história, de um amor, de um sentimento de loucura. É o marco zero, a destruição, para que eu posso recomeçar e assim o reencontrar e conhecer a mim mesma, mais uma vez.
Sempre que um "amor" ou quase amor, se vai, eu me pergunto se ainda estou inteira, se ainda sei quem sou, inteira eu estou, porque ninguém se completa e nem precisa de metades, mas a mesma, com certeza eu não sou.
Cada vez que você recomeça, muda, é a lei da vida adulta, você perde e ganha, aposta, mas sempre guarda fichas para outra história e quando se dá conta, o Muro de Berlin simplesmente não é mais nada, mas você se tornou a Muralha da China!
Não acredita mais, não sonha mais com as mesmas coisas, e então você diminui aquela pessoa que um dia foi especial e torna ela tão insignificante que ela cabe dentro de uma caixinha.
Com o tempo, você apenas deixa de se importar, e aí você pode até tirar ela da caixa e deixar ela ser uma pessoa de verdade outra vez, mas especial pra você, ela nunca mais vai ser! E você se pergunta quando vai ser você mesma outra vez e aí tudo tem sentido, tudo se encaixa, e você sorri mais uma vez, e é isso que importa!

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