“A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso. Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara pra faculdade. Você vai pro colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando… E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?”
(Tal texto que circula na internet tem autoria controversa, sendo atribuída algumas vezes a Chaplin, mas sendo provavelmente de Sean Morey)
A vida deveria mesmo ser ao contrário? Benjamin Button poderia responder melhor do que qualquer um. Pois é disso mesmo que se trata O Curioso Caso de Benjamin Button, é a história de um homem que nasce velho e vai se rejuvenescendo. Em sua trajetória, Benjamin Button (Brad Pitt), mesmo que em ordem inversa, conhece a vida: família, trabalho, guerra, amizades, sexo, amor e tristeza…
O filme é simplesmente lindo, me fez refletir mais uma vez sobre minhas escolhas, caminhos, conquistas, enfim sobre o rumo que minha vida tomou nos últimos meses.
Acreditei mais em alguém do que em mim mesma, apostei e fiz concessões que não teria feito com qualquer outro. E não me arrependo de nada, nem por um minuto, talvez mudasse alguns segundos, nada mais.
No filme ela o manda embora, porque o ama, e não quer que ele se sacrifique por ela, renunciar ao amor é difícil, mas fugir dele é bem pior. Quando enfim eles se encontram, na metade do caminho, ela envelhecendo, ele ficando jovem, ela diz: você não me disse nenhuma palavra hoje e ele responde: eu não quero estragar tudo.
E realmente se por um momento as palavras calassem e o coração pudesse realmente te alcançar tudo seria diferente.
Mas então eu me pergunto até que ponto eu queria isso, porque paixão não é amor, eu quero amor, aquele real, não apenas pele, e a loucura da paixão. Quero mais, posso ter mais, e me sinto cada dia mais feliz, por saber que me encontrei.

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