Palavras repetidas vezes e vezes sem fim. Eu tentei te fazer compreender meus medos, meus sonhos, minhas teimosias. Entreguei-me por inteiro, com você pude ser eu mesma. E agora eu percebo, tão claramente, é difícil esperar, mas ainda do que dar o primeiro passo.
Só que dessa vez não há mais espera, nem passos, telefonemas no cair da noite, mensagens, sussurros no amanhecer, beijos na madrugada, meu toque leve em sua barriga pra te despertar. Nada mais...
Eu tentei entender os teus motivos, e você nem sequer quis ouvir os meus. Eu acreditei na nossa história, repetida, inacabada, incompleta, sempre prometendo mais, sempre deixando a desejar.
Eu sinto saudades de descobrir um mundo de ternura nos teus braços, de compartilhar segredos, ouvir tua voz e saber que você precisa de um sorriso, de um carinho, de um beijo.
Sinto falta de ser o teu riso, a promessa dos teus olhos, a proposta da tua boca, a resposta do teu beijo. Só que dessa vez não mais...quando lembro de nós dois é sempre assim...as coisas simplesmente complicavam e a gente sempre bate de frente, eu que pensei que pudesse me controlar, afinal mudei tanto, aprendi a suportar as diferenças e as pessoas irritantes com quem convivo.
Mas com você não, eu precisava esgotar tudo, até o fim, tudo por medo, sim, o medo é uma droga. E percebo que quando você não estava pronto eu pressionava, quando estava mais perto eu me fechava. Você atropelava o que eu sentia e eu ultrapassava teus limites, te pedia tudo e você não me pedia nada...
Mil perguntas, afinal é da minha essência, perguntar, descobrir, saber, jornalistas não sossegam enquanto não obtém uma resposta e você a fonte mais calada do mundo, me dizia que nada é certo e nem tudo se explica.
Eu admitia meus erros e você nunca errava. Eu me calava para te ouvir e te perdia porque você não me sentia em teu silêncio. Se você se arriscava, eu não me entregava, e quando eu me atirava, você recuava.
E esse jogo durou meses, e você também perdeu o controle, de forma sutil e discreta, mas perdeu, também deu o primeiro passo e recuou e eu soube entender, mas quando eu perdi o controle, você se fechou, se afastou e eu tentei te alcançar, tentei te encontrar sem me perder.
E então eu te senti escapando lentamente entre meus dedos. Tentei de mil maneiras descobrir o jeito certo do teu jeito, e lembrei vezes sem fim “que no final fica tudo bem, a gente se ajeita numa cama pequena, te faço um poema e te cubro de amor”.
Mas não dessa vez. A gente já teve replay, ponto e vírgula, reticências, parênteses... e por mais que doa, um ponto final. Eu não quis te perder, eu não quis ir embora, eu não quis a mágoa, as lágrimas, as palavras que ferem, e noite após noite eu briguei comigo mesma, enquanto deitava a cabeça no travesseiro e pensava que estava perdendo a melhor parte de mim.
Só que nossa história era assim, antes mesmo de acabar, ela era incompleta, maluca, cheia de encantos e desencontros e admita você ou não, a profundidade do que eu sentia te apavorava, te sufocava e você fugiu e vai continuar assim, amando pela metade, porque simplesmente não importa o que digam, eu sei o que você sentia, porque só eu estava em seus braços, só eu sentia os teus lábios e me via em teu olhar, e dessa vez acabou porque você queria calmaria, eu sou tempestade....

Se você ama como escreve quero muito te conhecer guria!! Tuas palavras me inspiram a mergulhar, a perder os medos, a virar o mundo de ponta cabeça em busca de alguém!
ResponderExcluirBeijos!